Filigrana

Bom dia hoje venho-vos falar da Filigrama Portuguesa.

Filigrana é um trabalho ornamental feito de fios muito finos e pequeninas bolas de metal, soldadas de forma a compor um desenho. O metal é geralmente ouro ou prata, mas o bronze e outros metais também são usados. A Filigrana foi utilizada na joalharia desde a Antiguidade greco-romana, sendo ainda empregada em grande variedade de objetos decorativos. Atualmente, as peças de filigrana podem ser encontadas com enorme visibilidade na Região Norte de Portugal, usadas frequentemente no conjunto do vestido de noiva tradicional e, ainda no traje feminino dos ranchos folclóricos do Minho.

História da Filigrana Portuguesa

O lugar é Portugal, era o crepúsculo da gloriosa época dos descobrimentos no século XV. Nessa época, a coroa Portuguesa trouxe pedras preciosas e metais das suas províncias ultramarinas. Foi então que os nossos ancestrais começaram a trabalhar o ouro e a prata. Foi este o despertar para a filigrana.

A nossa história começa com um ourives de seu nome Francisco, homem de poucos sorrisos, mas muito trabalhador. passava horas e horas a trabalhar na sua modesta oficina a tentar reproduzir o que via à sua volta: a natureza, o amor, a religião. Das suas mãos saíam peças de incrível delicadeza e beleza. Era loucamente apaixonado pela sua esposa e era nela que se inspirava para criar algumas das suas obras.

Um dia Francisco foi hospitalizado devido a uma complicaçao pulmonar grave. Sabendo que tinha pouco tempo de vida, chamou sua esposa Maria e suplicou-lhe: "Não deixes que a arte morra. A tradição de perdurar" Maria concordou. O amor que os unia era tão forte que poucos meses depois Maria também faleceu... mas não sem antes persuadir os seus filhos a fazerem-lhe a mesma promessa. Ela cumpriu a promessa que fizera a Francisco no final da sua vida. Mais ainda, honrou a promessa que lhe fizera no seu início- os votos de casamento. A sua união superou até a morte e os seus anéis- os frutos mais preciosos do seu trabalho- foram testemunhos dessa união.

Francisco e Maria representam os ancestrais universais da Filigrana. São como nós imaginamos os trisavós da Filigrana: revolucionários, persistentes, enigmáticos. Embora a joalharia tenha crescido e mudado com os tempos o cunho da manufactura persiste. A arte continua.




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